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Depoimento
Uma luta constante !
É impressionante como me identifiquei com a maioria dos depoimentos deste site, em especial com o da Cris (que é médica) e o da Mércia(que encontrou no espíritismo um alívio para seu sofrimento). Tenho 37 anos e há mais de dez sofro de depressão. Sou jornalista, trabalhei anos como repórter de televisão e poderia ter feito uma bela carreira, se essa maldita doença não tivesse atravessado meu caminho. Da minha primeira crise, em 1987, até hoje, já passei por vários médicos (psicólogos e psiquiatras). No início tomei Anafranil, que me fez engordar 14 quilos. Depois fiz uso de vários outros psicotrópicos como Tofranil, Cipramil, Prozac e agora estou tomando dois associados: Remeron e Efexor. Além dos antidepressivos, faço psicoterapia e confesso que o dia a dia não é fácil. Tento trabalhar, o que muitas vezes torna-se um fardo, já que a depressão tira a concentração e eu lido com textos. Assim como a Mércia, o Espiritismo tem me dado algum conforto, já que é a única doutrina que me proporciona certas respostas, e que me dá certa sensação de alívio...Tenho um marido maravilhoso que está sempre me apoiando no enfrentamento da depressão, e um filinho lindo de 1 ano e três meses. Tive depressão durante e após o parto e ainda hoje, quando tenho uma recaída, sinto dificuldades em cuidar dele, assim como de me relacionar com as pessoas, trabalhar, tomar decisões, me divertir etc.. Mas vou seguindo sempre, passando por altos e baixos e com a consciência de que terei que conviver com esta intrusa, desagradável e desesperadora depressão. Não é fácil, às vezes me vejo num túnel sem luz no final. Mas procuro sempre me reeguer, levantar da cama, trabalhar com afinco e ir atrás de ajuda, o que me fez acessar este site. Quanto aos remédios, procuro comparar-me com um hipertenso ou diabético, que necessita de insulina. Não raras vezes me sinto frustada, por não dar passos maiores em minha vida profissional, e isso por puro medo. Mas continuo lutando e tentando, na medid a do possível, levar uma vida normal (ou quase).
( TITA ) 4/10/01
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